Partido Cristão - PC

terça-feira, 19 de maio de 2009

Democracia Cristã, o que significa essa doutrina sociológica ?




Notícia Postada em 18/05/2009


Fundamentos do Partido Cristão - PC : Democracia Cristã, tal como o nome indica, é um pensamento, ideologia e movimento político que defende uma democracia baseada nos ensinamentos e princípios cristãos, tais como a liberdade, a solidariedade e a justiça.

Ela é democrática na medida em que desde a sua origem, aderiu sinceramente aos ideais da democracia pluralista do tipo ocidental.

E é cristã porque representa uma tentativa permanente de defesa e aplicação dos princípios e valores cristãos na vida política nacional e internacional.


Tal como os outros grandes movimentos políticos, as prioridades e políticas postos em prática pelos partidos democratas cristãos podem variar consideravelmente em diferentes países e em diferentes tempos.

Há quem enquadre a Democracia Cristã, no plano econômico e social, exclusivamente à Doutrina social da Igreja Católica.

Este enquadramento é incorreto e não corresponde à realidade porque, como por exemplo, muitos partidos democratas cristãos são constituídos por ramos católicos e protestantes que coexistem harmoniosamente.

Existem inclusivamente alguns partidos que têm como matriz as Igrejas protestantes (como por exemplo a CDU da Alemanha que tem como matriz a Igreja Luterana).

A Igreja Católica, apesar de ser a principal fonte deste pensamento político, não impõe qualquer filiação partidária específica aos seus fiéis, optando por se auto-excluir das lutas políticas ao poder.

Ela, devido à sua missão evangelizadora e à sua natureza essencialmente religiosa, opta por um papel social, preferindo combater as injustiças e moralizar as pessoas, incluindo os políticos.

Os partidos democratas cristãos agrupam-se na Internacional Democrata Cristã (IDC), também chamada de Internacional Democrata Centrista (IDC), a segunda maior organização política internacional.

A IDC é subdividida em vários grupos políticos regionais. Os partidos democratas cristãos da Europa também agrupam-se no Partido Popular Europeu, o grupo regional europeu da IDC, e é o maior grupo político no Parlamento Europeu.

Os partidos democratas cristãos da América também agrupam-se na Organização Democrata Cristã da América, também um grupo regional da IDC.


Características atuais :

A Democracia Cristã combate o Estado forte e centralizado por isso ela é regionalista e municipalista, apoiando a descentralização e a autonomia das províncias e dos conselhos.

Ela também é internacionalista, defendendo a solidariedade e a cooperação entre povos.

Defende também a Paz no Mundo, o direito à independência e segurança dos povos face à opressão e a dignidade humana, ajudando por isso o desenvolvimento dos povos menos desenvolvidos e mais desfavorecidos.

Muitos estudiosos descrevem a Democracia cristã como um pensamento político que incorporam idéias dos liberais, conservadores e socialistas que têm em comum a adoção e a defesa dos princípios cristãos e da moral cristã.

Mas ela apresenta também grandes diferenças do liberalismo, do conservadorismo e do socialismo, bem como do fascismo e do nacionalismo.

A Democracia Cristã (DC) tem algumas semelhanças com o Conservadorismo visto que ambos defendem um conjunto semelhante de valores morais considerados por muitos como tradicionais, o desenvolvimento evolucionário e gradual da sociedade, a implementação da lei e da ordem e a rejeição do comunismo.

No entanto, diverge com esta forma de pensamento na medida em que a DC pretende superar e reformular o capitalismo através de uma política defensora da justiça social e adota uma posição de abertura à mudança.

A DC tem aspectos comuns ao Liberalismo porque ela defende os direitos humanos, a liberdade e a iniciativa privada e individual.

Mas diverge com ele porque a DC rejeita a certa tolerância dos liberais em assuntos ético-morais, como por exemplo a liberalização e facilitação do aborto e da eutanásia, a laicização e a preservação do capitalismo pelos liberais.

Tem também aspectos comuns ao Socialismo Democrático visto que ambos defendem a democracia e a justiça e solidariedade social, apoiando por isso as instituições democráticas, as eleições livres e honestas, a Previdência social, a intervenção do Estado na economia se for necessário, o apoio aos mais desfavorecidos, a dignificação do trabalho e a diminuição da pobreza.

As principais diferenças entre estes dois pensamentos residem no fato do socialismo ser basicamente de inspiração materialista e de tendência coletivista, querendo construir um sociedade sem classes, ao passo que a Democracia Cristã tem inspiração espiritual, pretende caminhar no sentido do personalismo e suporta a economia social de mercado.

A Democracia Cristã é antagônica ao Comunismo. O último defende o materialismo dialético, o ateísmo, o transpersonalismo (a ponto de reduzir os homens como meios de produção), a ditadura do proletariado e uma sociedade comunista sem classes em que todos partilham equitativamente a riqueza e os bens enquanto que o primeiro defende a filosofia do ser, a fé em Deus, a concepção da verdade revelada, o personalismo, a democracia e a economia social de mercado democraticamente estruturada e encaminhada para a realização de uma sociedade personalista onde todos conseguem alcançar a propriedade privada.

Ela pretende implantar na sociedade princípios éticos e valores morais cristãos, como a caridade, a partilha e a solidariedade.

Normalmente, os democratas cristãos não adotam uma posição secular, indiferente e liberal de que todas as religiões são equivalentes.

Estes partidos tendem sobressair, glorificar e preservar a tradição cristã que o país deles herdou e tendem afirmar e adotar os princípios éticos e morais cristãos.

Adotam o Cristianismo como a religião oficial do país e normalmente dão privilégios à Igreja Cristã, mas defendem também a liberdade religiosa, não desprezando as outras religiões.

A Democracia cristã é uma força política significante na Europa e na América Latina, mas é menos comum e popular em outros continentes.

Os partidos democratas cristãos da América Latina costumam suportar idéias econômicas da esquerda mais socialista enquanto que os partidos da Europa tendem suportar idéias econômicas da direita mais liberal.

Os democratas cristãos são geralmente conservadores em assuntos sociais. Eles opõe-se à prática do aborto, da eutanásia e do casamento de pessoas de sexo igual, mas alguns partidos democratas cristãos, recentemente, aceitaram a legalização destas 3 práticas (condenadas pela Igreja Cristã), embora com limites, devido à pressão feita pelos seus eleitores e pela sociedade altamente secular em geral.

Esta ideologia de inspiração cristã é muito diferente de Teocracia. Democracia cristã defende que o povo deve governar a sua própria Nação, mas orientado pelos princípios cristãos, por isso eles defendem que a democracia é o melhor sistema político para governar um Estado.

Em contrapartida, a Teocracia defende que o povo, ignorante e facilmente tentado pelo Diabo e pelas forças do mal, é preciso ser orientado e controlado pelo clero que governa, segundo eles dizem, segundo o desejo de uma divindade.

A seguir, estão, resumidamente, algumas características deste pensamento político cristão:

• É defensor da democracia, dos direitos humanos, do Cristianismo e dos princípios defendidos por esta religião e pretende implantá-los na sociedade a ponto de pretender subordinar o Estado e a vida social à moral cristã;

• Reconhece a autonomia da Igreja face ao Estado;

• É defensor da colocação do Estado ao serviço do Homem (e não o Homem ao serviço do Estado);

• É defensor do princípio do personalismo, do princípio da solidariedade e do princípio da subsidiariedade (ou princípio da livre associação ou da sociedade civil);

• Reconhece o papel das comunidades e combate o centralismo estatal;

• É defensor da família como célula fundamental da sociedade;

• É defensor da liberdade, nomeadamente a de ensino, a de religião e a de escolha dos sistemas sociais;

• É defensor do humanismo econômico, pretendendo implantar nas relações sócio-econômicas os princípios e valores ético-morais cristãos e defendendo que é a economia que serve o Homem (e não o Homem a servir a economia e o lucro);

• É defensor da reformulação do capitalismo, apoiando por isso uma profunda reforma na empresa, como por exemplo a promoção da dignidade do trabalho, da participação dos trabalhadores na gestão da empresa e da distinção do lucro (uma legítima remuneração do capital investido na empresa) e do sobrelucro (os democratas cristãos defendem que este lucro extra deve ser distribuído equitativamente aos trabalhadores).


História :

A expressão Democracia Cristã foi usada pela primeira vez na França, no ano de 1871, pelo então Bispo de Lyon, Lamourette.

Naquela altura, este bispo católico não pretendia exprimir com este conceito uma forma de organização política dos cristãos, mas sublinhar o contraste entre os fiéis de uma nova Igreja democrática e popular e de uma Igreja aristocrática e elitista oriunda dos velhos tempos, onde a França ainda tinha como sistema político uma monarquia absoluta.

A Democracia Cristã tem as suas raízes em S. Tomás de Aquino porque foi ele o primeiro que lançou as bases de uma doutrina que defendia uma origem popular do poder, ao afirmar que todo o poder vem de Deus através do povo.

Este teólogo da Igreja Católica defendia a colocação do Estado ao serviço do Homem, dizendo até que a felicidade do Homem dependia da ordenação do próprio Estado.

Apesar das contribuições de S. Tomás de Aquino, este pensamento político só apareceu e tomou forma em meados do século XIX, quando um número significante de pensadores católicos, incluindo alguns sacerdotes, apoiaram e aderiram publicamente aos regimes liberais fundamentados numa Constituição.

Em nome da doutrina cristã, eles começaram a colocar-se do lado dos direitos do Homem e contra o absolutismo do Antigo Regime.

Após a formação deste específico pensamento político cristão, surgiram também rapidamente os primeiros partidos católicos em muitos países da Europa, nomeadamente na França (o primeiro partido deste tipo foi fundado em 1844 por Montalembert) e na Alemanha (foi criado em 1848 o Partido Católico).

Estes partidos tinham objetivos semelhantes que eram a luta pelos direitos da Igreja Católica e pela liberdade religiosa e de ensino e a defesa contra o radicalismo protestante.

Nos países onde o catolicismo se predominava ao ponto de confundir-se muitas vezes a Igreja e o Estado, como era o caso de Portugal, Espanha e Itália, não se verificaram ainda o aparecimento destes partidos de inspiração cristã.

Na maioria dos casos, eles só apareceram nos inícios do século XX nestes países profundamente católicos.

A rápida evolução econômica e social que a Europa experimentou ao longo século XIX, como consequência da industrialização, conduziu o operariado a condições de vida degradante.

A resposta da Igreja Católica a estes problemas sociais surgiu oficialmente com a encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII (1891).

Este documento papal propôs pela primeira vez soluções para resolver este grande problema que, segundo a Igreja, era a consequência do capitalismo liberal e da falta de princípios éticos e de valores morais nas relações sócio-econômicas da época.

Por isso, estas soluções estavam essencialmente no plano ético-religioso, formuladas segundo os princípios e ensinamentos cristãos expressos no Evangelho.

Muitos dizem que este documento foi promulgado principalmente para travar os movimentos socialistas que espalharam rapidamente por toda a Europa e para criticar o liberalismo econômico.

Quatro anos após a promulgação desta encíclica, em 1895, surgiu o primeiro sindicato cristão na Alemanha.

A partir deste movimento sindical, nasceu vários partidos cristãos de massas, intrinsecamente populares, com forte apoio sindical e uma grande base eleitoral.

Eles passaram a defender o governo para o povo, a representação nacional e proporcional, a descentralização, a autonomia das províncias, a organização de uma economia de providências e o sindicalismo.

Entre estes partidos de massas podemos destacar o Partido Popular Italiano (italiano: Partito Popolare Italiano), fundado em 1919 pelo padre católico italiano Don Luigi Sturzo e considerado por muitos como um dos primeiros partidos democrata-cristãos.

O Partido Popular Italiano (PPI) defendia abertamente, além dos princípios cristãos e dos direitos da Igreja Católica, os valores da democracia pluralista.

Por esta razão, o PPI foi declarado ilegal pelo regime fascista de Mussolini em 1925.

A posição da Igreja Católica foi clarificada e reforçada na encíclica Quadragesimo Anno, promulgada pelo Papa Pio XI em 1931.

Depois da promulgação desta encíclica, a Democracia cristã, anteriormente um pensamento essencialmente católico, passou a desenvolver-se rapidamente e foi-se tornando num pensamento e movimento político cristão universal.

Na Alemanha, por exemplo, o Partido Democrata Cristão emergiu-se como um grupo político composto por Católicos Bávaros, mas passou também a defender os interesses da população protestante.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Democracia cristã tornou-se a maior e a mais unida voz dos conservadores alemães que detestavam o regime nazista de Hitler.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Democracia Cristã tornou-se tão popular no Mundo cristão, principalmente na Europa e na América Latina, que muitos partidos católicos ou de inspiração cristã passaram também a incluir os seus ideais nos programas sócio-políticos deles.

Devido a esta vaga de popularidade, mas também pelo papel que os democrata-cristãos desempenharam na resistência à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial, ao desaparecimento dos partidos da direita tradicional e ao medo do comunismo a seguir à guerra, os partidos democrata-cristãos conquistaram uma posição sólida e durável, e sem equiparação até aí, no panorama político da Europa Ocidental.

Eles contribuíram para a manutenção da democracia pluralista nesta parte do Mundo, evitando assim a expansão do comunismo que já se tinha consolidado na Europa do Leste.

Em muitos países protestantes, os partidos democratas cristãos foram fundados por conservadores protestantes, em reação às políticas liberais dos seus países e das suas igrejas.

Estes partidos são normalmente caracterizados por partidos da direita. Além das encíclicas papais, obras de alguns autores modernos, como Emmanuel Mounier, Étienne Gilson e Jacques Maritain, contribuiu para a formação da ideologia democrata cristã.

Mas, com o passar dos tempos, a grande maioria dos partidos democrata-cristãos começaram a sentir muitas dificuldades, causados essencialmente pela evolução da Igreja Católica e a secularização da sociedade ocidental.

A Igreja Católica, depois do Concílio do Vaticano II, reconheceu a legitimidade do pluralismo político dos cristãos desde que as idéias políticas destes não sejam contrárias aos ensinamentos do Cristianismo.

Este reconhecimento foi uma das causas do declínio dos conflitos entre a Igreja e o Estado e isto deixou os partidos de inspiração religiosa sem causas, tornando-os cada vez mais semelhantes com os outros partidos políticos.

Tendo perdido a sua especificidade confessional, eles passaram a ocupar o espaço dos partidos conservadores que se ausentaram do espectro político.

Apesar destas dificuldades, os partidos democrata-cristãos e as características principais da sua ideologia conseguiram sobreviver à custa de uma evolução dos seus programas sócio-políticos.

Estes novos programas, sempre fiel aos princípios fundamentais defendidos pela Democracia Cristã, procuraram responder com maior precisão e eficácia às necessidades e desafios das sociedades modernas, seculares e contemporâneas que estão constantemente em evolução.

Democratas cristãos famosos :

• Konrad Adenauer, o primeiro Chanceler (equivalente ao primeiro-ministro) da Alemanha Ocidental, e um dos arquitetos da economia social de mercado;

• Diogo Freitas do Amaral, político português, fundador do CDS - Centro Democrático Social, membro do Conselho de Estado, deputado, ex-Vice-Primeiro Ministro, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, ex-Ministro da Defesa, foi Presidente da União Européia das Democracias Cristãs e Presidente da Assembléia Geral da ONU;

• Adelino Amaro da Costa, político português, fundador do Centro Democrático Social (CDS) e ex-Ministro da Defesa;

• Paul Weyrich, um político estrategista americano;

• Giulio Andreotti, ex-Primeiro Ministro da Itália;

• Patricio Aylwin, político chileno e o primeiro Presidente (1990-1994) do novo governo democrático, formado após o fim da ditadura de Augusto Pinochet;

• Vicente Fox, Presidente do México;

• Eduardo Frei Montalva, político chileno e ex-Presidente do Chile;

• Alcide De Gasperi, ex-Primeiro Ministro da Itália e um líder europeu proeminente;

• Helmut Kohl, ex-Chanceler da Alemanha Ocidental e da Alemanha unificada.

• Abraham Kuyper, político holandês, fundador do Partido Anti-Revolucionário da Holanda e ex-Primeiro-Ministro do seu país;

• Ruud Lubbers, ex-Primeiro Ministro da Holanda e Alto Comissário da ONU para os refugiados;

• Enrico Mattei, político e empreendedor italiano, criador do ENI;

• Angela Merkel, a primeira mulher a ocupar o cargo de Chanceler da Alemanha (desde 2005);

• Aldo Moro, ex-primeiro-ministro da Itália;

• Fidel Ramos, o primeiro protestante e democrata cristão a ser Presidente (1992-1998) das Filipinas (um país predominantemente católico), fundador e chefe emérito do partido democrata cristão Lakas-CMD (Lakas-Christian Muslim Democrats);

• B. A. Santamaria, um anti-comunista australiano católico e fundador do DLP (Democratic Labor Party);

• Robert Schuman, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-Primeiro Ministro francês, um dos fundadores da União Europeia;

• Franz Josef Strauß, presidente-ministro da Baviera (um dos estados da Alemanha).


Fonte: Assessoria de comunicação PC/Nacional

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